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22.1.05
Tenho várias vidas. Nem sei quantas vezes já morri, nem quantas vezes renasci das cinzas...
Às vezes acho que lá, bem dentro de mim, eu posso voar. Mas às vezes tudo o que quero é cair.
Ninguém me conhece, nem eu me conheço!
Limite é uma palavra que desconheço o significado. Sempre vou até onde meu corpo permite que eu vá.
Se já fui longe demais? Não! Afinal acho que com você ainda nem sai do lugar...
O desconhecido me atrai, as sombras e a penumbra são o meu lugar.
Das trevas eu vim. Talvez só pra ver o teu olhar, talvez só pra curar as tuas feridas.
O teu nome já está gravado por toda parte, você já deixou suas marcas em tudo aquilo que sou.
E mesmo quando me perco no espaço, na imensidão os pensamentos, lembranças e recordações, eu volto pra este lugar e fico a olhar o teto, a imaginar que há por baixo da tua pele.
Eu tento entrar na imensidão dos teus sonhos e me perco na escuridão do meu ser, a escuridão que faz morada em meu peito.
O anjo mau. Este sou eu. Não há mentiras, não há medo. Será que as lágrimas irão voltar a cair?
Um furacão passou por aqui. Deixou a vastidão, deixou a escuridão, deixou apenas a escuridão, deixou apenas um olhar pra me guiar de volta à tudo o que já fui um dia.
Novamente das cinzas eu ressurgi. Talvez agora seja diferente.
Há uma inquietação no ar. Há borboletas dentro de mim, elas querem voar, saí por aí e se divertir...
Ao meu redor eu construí um casulo, um casulo que só o anjo bom pode remover.
O anjo mau só quer se proteger e proteger a quem o completa.
O Riso está no ar, nas lembranças, nos momentos eternizados.
Ouço sua voz e me sinto em casa novamente! Fecho os olhos e volto a voar.
dentro de mim há um pouco do teu sorriso, há um pouco de tudo o que você é, há luz!
As palavras vão correndo, vão saindo, sem origem, sem destino e mesmo assim me levam a vários lugares...
O anjo mau sorri. O anjo mau se olha no espelho e vê o meu reflexo. Talvez ele e eu sejamos um só!
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